Unir é processada pelo MPF-RO por falta de verificação na seleção de estudantes pelo sistema de cotas raciais
O Ministério Público Federal (MPF-RO) processou a Universidade Federal de Rondônia (Unir) após a instituição de ensino não atender uma recomendação que pedia uma forma de verificar requisitos de pessoas que disputavam no vestibular por vagas reservadas a candidatos negros ou pardos.
Na ação, o MPF-RO alega que a universidade não estabeleceu no edital do vestibular como serão verificadas as cotas. O MPF também diz que recebeu várias reclamações de candidatos que se dizem prejudicados porque pessoas brancas estariam ocupando vagas destinadas a negros, pardos e indígenas.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/O/O/nHgTxQROirsJrM1QY9RQ/whatsapp-image-2019-09-05-at-11.59.57.jpeg)
Campus da Unir em Porto Velho — Foto: Diêgo Holanda/G1
O órgão já havia recomendado à Unir a criação de uma comissão de verificação de etnicidade dos candidatos. O reitor da universidade, Ari Ott, explica que a Unir se recusa a criar essa comissão e por isso foi processada.
“A lei de cotas estabelece a auto declaração. O cidadão ao se inscrever, se declara branco, pardo, preto ou indígena, e a lei diz que é auto declaração. Não tenho porque criar mecanismos infralegais para verificar se a informação que ele está me dando é verdadeira”, disse.
O reitor ainda comentou que a ação não preocupa e que a unidade está pronta para responder à Justiça Federal quando for chamada.
“Nós estamos absolutamente tranquilos, nosso sistema funciona, a questão indígena já está resolvida, anteriormente havíamos feito um acordo com o Ministério Público, de modo que vamos fazer mais uma vez o nosso processo seletivo. Havendo denúncia de brancos que se declaram pretos, investigaremos caso a caso e tomaremos providências”, finalizou o reitor.
- Ascom

